domingo, 28 de novembro de 2010


Não se desespere não, amor
Nosso amor não tem cura
Ele é a cura para todo mal
É o que resta depois da festa,
É o que fica depois do beijo,
Depois do gozo, depois do banho
É desejo de vingança, outra dança
É o princípio do acaso infinito,
Do passado bem dito, futuro bem quisto
É nossa eterna infância, esperança
Pensa que pode ser e será
Sei que andou pensando em virar lembrança
Olhou e relutou com a aliança
"Será que me amas de leve
Ou me amas de monte?" - pensou
"Na dúvida, é melhor não amá-lo mais!"
"É isso! Devo esquecê-lo, enfim."
Quis porque quis desejar o fim
Quis porque quis perder a esperança,
Abrir mão da infância, sei lá
Tanto tentou, que cansou de tentar
Devo ser mesmo um sujeito despreparado
Falta o caminho, falta cuidado
Falta o teu corpo e o sutiã apertado
Falta mais aquele eu que mora afastado
Fui buscá-lo, mas não encontrei
Deixou um recado anotado
Com os garranchos pintados de azul
"Só volto se ela disser que fica.
Mas tem que ficar bem ficado,
Querer bem quisto, amar de monte,
Como eu quero, como eu amo."
E não se esqueça mais
Que nosso amor não tem cura
Ele é a cura para todo mal.

(Leo Curcino)

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